Diante das mudanças que marcam o design de interiores nos últimos anos, a combinação entre estilos clássicos e contemporâneos se consolidou como uma das abordagens mais procuradas em projetos residenciais. A fundadora da DGdecor, Daugliesi Giacomasi Souza, acompanha esse movimento dentro da rotina de atendimento a clientes que buscam ambientes capazes de unir tradição e atualidade, sem que um estilo se sobreponha completamente ao outro.
Essa combinação reflete um desejo cada vez mais comum entre moradores de manter peças com valor histórico ou afetivo dentro de projetos que também incorporam elementos modernos. Daugliesi Giacomasi Souza identifica esse movimento como parte de uma busca por ambientes mais autênticos, em que móveis herdados, antiguidades e peças de design contemporâneo convivem dentro de uma mesma composição visual, sem comprometer a unidade do projeto.
Por que misturar estilos clássicos e contemporâneos se tornou tão procurado?
A combinação entre períodos distintos do design permite criar ambientes que contam uma história própria, em vez de seguir um padrão estético único e previsível. Peças clássicas trazem detalhes ornamentais, materiais nobres e acabamentos que remetem a outras épocas, enquanto elementos contemporâneos contribuem com linhas mais limpas, funcionalidade e leveza visual dentro do mesmo espaço.
Daugliesi Giacomasi Souza expõe que essa busca também está relacionada à valorização da individualidade dentro dos projetos residenciais, já que ambientes inteiramente clássicos ou inteiramente modernos tendem a parecer mais genéricos. A combinação entre os dois universos permite que cada projeto reflita com mais precisão a história e a personalidade de quem habita o espaço, fortalecendo a identidade visual do ambiente como um todo.
Quais elementos ajudam a equilibrar os dois estilos?
O equilíbrio entre clássico e contemporâneo costuma depender da escolha cuidadosa de peças-chave que funcionem como ponto de conexão entre os dois universos estéticos. Um lustre de cristal pode dialogar com um sofá de linhas retas, assim como uma cômoda antiga restaurada pode conviver com obras de arte contemporâneas, desde que a paleta de cores e os materiais utilizados mantenham coerência entre si.

Conforme menciona Daugliesi Giacomasi Souza, o segredo costuma estar na proporção entre os elementos de cada estilo, evitando que um deles domine completamente o ambiente. Cores neutras nas paredes, texturas equilibradas no piso e iluminação bem planejada ajudam a criar uma base visual que sustenta a convivência entre móveis clássicos e peças mais contemporâneas, mantendo o conjunto harmônico.
Como planejar essa combinação sem que o ambiente pareça desorganizado?
O planejamento dessa combinação exige um olhar atento à hierarquia visual do ambiente, definindo previamente quais peças assumirão papel de destaque e quais funcionarão como elementos de apoio. Um projeto bem-sucedido costuma eleger poucos itens clássicos como protagonistas, deixando o restante da composição mais sóbrio, o que evita a sensação de excesso ou desordem dentro do espaço residencial.
Daugliesi Giacomasi Souza frisa que a iluminação também desempenha papel decisivo nesse equilíbrio, já que luminárias contemporâneas podem suavizar a presença de peças mais ornamentadas, enquanto luminárias clássicas reforçam o caráter histórico de ambientes predominantemente modernos. Essa atenção aos detalhes técnicos costuma fazer a diferença entre uma composição harmônica e um ambiente visualmente confuso.
Essa combinação de estilos deve continuar relevante nos próximos anos?
A tendência por ambientes que combinam diferentes períodos estéticos acompanha uma valorização crescente da personalização dentro dos projetos residenciais, em contraste com fórmulas decorativas padronizadas. Esse movimento também dialoga com a sustentabilidade, já que reaproveitar e restaurar peças clássicas reduz a necessidade de produção de novos móveis, alinhando estética e responsabilidade ambiental dentro do mesmo projeto. Daugliesi Giacomasi Souza ilustra essa perspectiva ao observar que projetos contemporâneos vêm incorporando cada vez mais elementos de épocas anteriores, não como nostalgia, mas como recurso estético consciente.
A combinação entre clássico e contemporâneo deve seguir orientando boa parte dos projetos residenciais nos próximos anos, consolidando-se como uma linguagem de design madura e duradoura. Aliar restauro, curadoria e seleção cuidadosa de mobiliário contemporâneo tende a se firmar como abordagem recorrente entre arquitetos e decoradores, reforçando a percepção de que ambientes bem-sucedidos não precisam escolher entre memória e atualidade, mas sim costurar as duas dimensões com equilíbrio e sensibilidade técnica.
