Mulheres ganham destaque em circuito de feiras orgânicas no Rio

Redação Revista Gente
Por Redação Revista Gente
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Mulheres produtoras estão no centro da 16ª edição da Semana de Alimentação Carioca, que promove um circuito de feiras orgânicas em diferentes regiões do Rio de Janeiro até 18 de outubro de 2026. Com o tema “Saberes que Alimentam”, a programação relaciona alimentação saudável, práticas agroecológicas, soberania alimentar e participação feminina na produção de alimentos.

A iniciativa reúne produtoras e produtores rurais que cultivam alimentos sem agrotóxicos no entorno da capital e no interior do estado. Além de aproximar consumidores de quem trabalha no campo, o circuito coloca em evidência o papel das mulheres na agricultura familiar e na construção de formas mais sustentáveis de produzir e consumir.

O acontecimento foi divulgado pela Agência Brasil em 13 de outubro, durante a realização da Semana de Alimentação Carioca. A programação ocorre em referência ao Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro.

Onde estão as feiras orgânicas no Rio

As atividades são abertas ao público e foram distribuídas por diferentes pontos da cidade. Entre os locais mencionados na programação estão a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Sepetiba, a sede da Prefeitura, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Fundição Progresso, Campo Grande e a região da Maré.

A diversidade de endereços amplia o alcance da iniciativa e permite que moradores de diferentes bairros encontrem pontos de venda e atividades ligados à alimentação saudável. Como a programação se estende até 18 de outubro, a recomendação para quem pretende participar é verificar previamente os detalhes de cada local diretamente nos canais responsáveis pela Semana de Alimentação Carioca.

Por que a liderança feminina importa

Ao escolher “Saberes que Alimentam” como tema, a Semana de Alimentação Carioca propõe uma reflexão sobre conhecimentos, experiências e práticas que sustentam a produção de alimentos. Nesse contexto, a presença das mulheres não aparece apenas como participação complementar, mas como parte da liderança de iniciativas relacionadas à agricultura familiar e à agroecologia.

A produção de alimentos sem agrotóxicos envolve decisões sobre cultivo, cuidado com o solo, organização da produção e comercialização. Quando essas atividades chegam às feiras, o público também tem contato com uma cadeia de trabalho que conecta áreas rurais, bairros urbanos e escolhas cotidianas de consumo.

O protagonismo feminino nas feiras orgânicas também ajuda a tornar mais visível o trabalho das produtoras. Muitas vezes, a relação entre alimentação e cuidado é associada apenas ao ambiente doméstico. A programação carioca desloca esse olhar para o campo, para os espaços de comercialização e para a atuação das mulheres na construção de sistemas alimentares mais sustentáveis.

Alimentação saudável e consumo consciente

Para os consumidores, o circuito oferece a oportunidade de conhecer alimentos frescos e entender melhor a origem do que chega à mesa. A compra direta em feiras aproxima o público de produtoras e produtores, além de favorecer o contato com práticas agroecológicas e com a realidade de quem cultiva no estado do Rio de Janeiro.

A pauta também relaciona saúde, meio ambiente e economia local sem reduzir a discussão a uma tendência de consumo. A escolha por alimentos orgânicos pode ser compreendida dentro de um conjunto mais amplo de decisões sobre procedência, formas de cultivo e apoio a iniciativas locais. As feiras funcionam, assim, como espaços de comercialização e de troca de conhecimentos.

Ao destacar as mulheres, a Semana de Alimentação Carioca amplia a conversa sobre autonomia, trabalho e sustentabilidade. A participação feminina na produção de alimentos saudáveis mostra que o debate sobre o que se come também envolve quem planta, organiza, transporta e vende os produtos que chegam aos consumidores.

Programação segue até 18 de outubro

O circuito de feiras orgânicas permanece em andamento até 18 de outubro de 2026, data que encerra a programação desta edição. O público pode encontrar atividades em pontos como Uerj, Sepetiba, Prefeitura, Fiocruz, Fundição Progresso, Campo Grande e Maré.

Realizada em torno do Dia Mundial da Alimentação, a iniciativa transforma a cidade em espaço de encontro entre produção rural e consumo urbano. Mais do que oferecer alimentos, a programação apresenta histórias, conhecimentos e práticas que ajudam a discutir o futuro da alimentação e o papel das mulheres nesse processo.

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