Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, Justiça Eleitoral reforça orientações sobre documentos, urna, celular, e-Título e ordem de votação.
As Eleições Gerais de 2026 entram na reta final nesta sexta-feira, 25 de setembro. Faltam apenas nove dias para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensificou nesta semana uma série de orientações práticas para ajudar o eleitorado a chegar ao dia da votação preparado. A movimentação inclui informações sobre documentos, funcionamento da urna eletrônica, uso do e-Título, biometria, sigilo do voto e regras para equipamentos eletrônicos. (Justiça Eleitoral)
A proximidade da votação muda também o tipo de dúvida que aparece entre os eleitores. Mais do que acompanhar a campanha, muita gente começa a pesquisar onde votar, quais documentos levar, em que ordem aparecem os cargos e o que pode ou não entrar na cabine. Com 158.765.543 eleitoras e eleitores aptos a votar nas eleições gerais deste ano, segundo o TSE, pequenos detalhes de preparação podem fazer diferença para tornar o processo mais simples no dia 4. (Justiça Eleitoral)
O que o eleitor precisa preparar antes do dia 4 de outubro?
Uma das principais recomendações da Justiça Eleitoral é conferir antecipadamente o local de votação e organizar os documentos necessários. O TSE mantém informações oficiais para consulta e orienta o eleitorado a não deixar essa verificação para a última hora. Em publicação divulgada em 24 de setembro, a Justiça Eleitoral reforçou que conhecer previamente o endereço da seção ajuda a evitar imprevistos no dia da votação, especialmente para quem mudou de endereço ou não vota no mesmo local há algum tempo. (Justiça Eleitoral)
O e-Título também ganhou atenção especial nesta semana. O aplicativo reúne serviços eleitorais e pode ser utilizado por eleitores que atendam às condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral como forma de identificação. Uma novidade das Eleições 2026 é que o download e o primeiro acesso poderão ser realizados inclusive no dia da votação, tanto no primeiro quanto em eventual segundo turno, embora o próprio TSE recomende fazer o procedimento antecipadamente para evitar concentração de acessos. (Justiça Eleitoral)
Segundo o tribunal, o aplicativo já é utilizado por mais de 60 milhões de pessoas e passou por preparação específica para suportar a demanda durante o pleito. Além da identificação em determinadas situações, o e-Título oferece serviços como emissão de certidões, justificativa de ausência e consulta a informações eleitorais. Quem possui biometria cadastrada e fotografia digital poderá utilizar o aplicativo como documento oficial de identificação na hora de votar, conforme as condições informadas pelo TSE. (Justiça Eleitoral)
Outro ponto importante é a biometria. O TSE informa que os leitores biométricos estarão disponíveis nas seções eleitorais, mas a ausência de biometria, por si só, não impede automaticamente a votação de quem está com a situação eleitoral regular. Existem procedimentos alternativos de identificação previstos pela Justiça Eleitoral. Por isso, quem estiver em dúvida sobre sua situação deve consultar os canais oficiais antes do pleito, em vez de presumir que a falta do cadastro biométrico significa impedimento para votar. (Justiça Eleitoral)
Qual será a ordem de votação nas Eleições 2026?
Em 2026, o eleitor fará seis escolhas na urna eletrônica, uma quantidade maior do que em eleições municipais. A sequência começa com deputado federal, passa por deputado estadual ou distrital, inclui duas vagas para o Senado e termina com governador e presidente da República. Saber essa ordem com antecedência pode reduzir erros de digitação e tornar a passagem pela cabine mais tranquila. (Justiça Eleitoral)
A sequência oficial será: deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República. Os candidatos a deputado federal aparecem com quatro dígitos, enquanto deputados estaduais ou distritais usam cinco. Para senador são três dígitos, e governador e presidente aparecem com números de dois dígitos. (Justiça Eleitoral)
Há uma particularidade importante na disputa pelo Senado. Como serão escolhidos dois senadores em 2026, cada eleitor deverá votar duas vezes para esse cargo, escolhendo candidatos diferentes. O TSE alerta que, se o mesmo número for digitado nas duas oportunidades, o segundo voto será anulado. A urna apresentará na tela nome, fotografia, cargo e sigla partidária antes da confirmação, permitindo que o eleitor confira os dados antes de apertar a tecla “Confirma”. (Justiça Eleitoral)
Para deputado federal e deputado estadual ou distrital, também existe a possibilidade de voto de legenda, no qual o eleitor digita o número do partido. Já para senador, governador e presidente, o voto é destinado a uma candidatura. Quem preferir votar em branco pode utilizar a tecla correspondente e confirmar; para anular, deve digitar um número que não corresponda a nenhuma candidatura e confirmar. Votos brancos e nulos não são considerados votos válidos e não são contabilizados para candidatos ou partidos. (Justiça Eleitoral)
O TSE também disponibiliza um simulador de votação, recurso que permite ao eleitor conhecer previamente a sequência da urna. Outra alternativa recomendada é levar uma “colinha” eleitoral impressa com os números escolhidos. A anotação pode ser consultada durante a votação, mas precisa ser de papel: celulares e outros equipamentos eletrônicos não podem ser levados para a cabine. (Justiça Eleitoral)
Por que celular e outros equipamentos não podem entrar na cabine?
A proibição de equipamentos eletrônicos na cabine está diretamente relacionada ao sigilo do voto. O TSE reforçou em 24 de setembro que celulares, câmeras, relógios inteligentes, aparelhos de radiocomunicação e outros dispositivos capazes de comprometer a confidencialidade da escolha não podem ser levados para dentro da cabine. A orientação vale independentemente de o eleitor pretender fotografar o voto ou apenas portar o aparelho. (Justiça Eleitoral)
Na prática, isso significa que o eleitor deverá desligar o celular antes de entrar na cabine e entregá-lo à mesa receptora de votos, seguindo as instruções recebidas no local. A regra busca impedir registros da tela da urna e situações que possam comprometer o caráter secreto da escolha. Para quem está acostumado a consultar números pelo telefone, a mudança exige uma preparação simples: salvar os números em uma anotação de papel antes de entrar na seção eleitoral. (Justiça Eleitoral)
O calendário eleitoral também já entrou em uma fase decisiva. Desde 19 de setembro, candidatos não podem ser detidos ou presos, salvo em caso de flagrante delito, regra que permanece até 6 de outubro. Em 24 de setembro, começaram ainda ações da Justiça Eleitoral destinadas a esclarecer a população sobre o que é necessário para votar, enquanto também foram definidos procedimentos relacionados aos testes de integridade das urnas eletrônicas. (Portal da Câmara dos Deputados)
Para o eleitor, a preparação agora pode ser resumida em alguns passos objetivos: conferir o local de votação, verificar a documentação, consultar a situação eleitoral, preparar os números das candidaturas em uma anotação de papel e, se possível, conhecer previamente a ordem da urna. O primeiro turno será em 4 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país; eventual segundo turno está previsto para 25 de outubro. (Justiça Eleitoral)
A reta final das eleições não envolve apenas acompanhar candidatos e debates. Também é um momento para que cada eleitor conheça as regras que organizam sua participação e evite contratempos no dia da votação. As informações oficiais divulgadas pelo TSE mostram que documentos, local de votação, e-Título, biometria, ordem dos cargos e sigilo do voto são pontos que merecem atenção antes de sair de casa. Para quem ainda não se preparou, os nove dias restantes permitem fazer essas verificações com antecedência e chegar ao domingo de votação sabendo como será o procedimento. (Justiça Eleitoral)
